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Só em 2019, mais de 17 mil casos de acidentes com escorpiões no estado

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo registrou este ano, até o mês de agosto, 17,7 mil casos e 5 óbitos relacionados a acidentes com escorpiões. Em 2018, quando houve o maior número de casos de acidentes nos últimos 30 anos, foram mais de 30 mil casos registrados, com 13 mortes confirmadas.

O biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 (Conselho Regional de Biologia – 1ª Região), afirma que o problema é comum nas regiões urbanas: “Os escorpiões invadem as casas atrás de baratas, mas acabam também buscando onde se alojar”.

Ele explica que nas grandes cidades a espécie mais perigosa é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que se reproduz por partenogênese (ou seja, a fêmea se reproduz sozinha), e que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é justamente manter os lugares limpos, livres de entulhos. “No quintal de casa evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. Eles podem se esconder entre as frestas. E se perto de casa tiver algum terreno baldio, peça para que a Prefeitura providencie a limpeza do local”, orienta o biólogo.

Se for picada, Giuseppe recomenda que a pessoa procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível. “A pessoa deve ser levada para o local mais próximo que tiver”, avisa. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião e depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. “O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclarece Giuseppe. A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados os maiores grupos de risco.

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