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Parque Bruno Covas terá a instalação de 22 câmeras inteligentes

Os parques estaduais urbanos administrados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) passarão a integrar o Programa Muralha Paulista, iniciativa do governo do Estado de São Paulo voltada ao fortalecimento das ações de segurança pública por meio da integração de sistemas de monitoramento, compartilhamento de informações e uso de tecnologias inteligentes.

A primeira unidade contemplada será o Parque Bruno Covas, na zona Sul paulistana, que receberá 22 câmeras inteligentes distribuídas em 19 pontos estratégicos definidos a partir de estudos técnicos conduzidos conjuntamente pela Semil, Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Esgoto). A previsão é que a implantação seja concluída em até 60 dias após a assinatura do contrato.

Segundo o governo, os equipamentos serão integrados à infraestrutura tecnológica do Programa Muralha Paulista, permitindo o compartilhamento de imagens, alertas e informações de interesse da segurança pública. Com tecnologia de monitoramento móvel e recursos avançados de análise de imagens, as câmeras ampliarão a capacidade de vigilância territorial do parque, acompanhando fluxos de circulação e permitindo o monitoramento dinâmico de áreas consideradas mais sensíveis.

A iniciativa visa ampliar a proteção dos frequentadores, preservar o patrimônio público e apoiar ações de segurança no entorno do rio Pinheiros e das áreas verdes urbanas.

Como parte da parceria, a SSP também disponibilizará dois drones para uso em ações de fiscalização ambiental. Os equipamentos serão empregados no monitoramento de parques estaduais e áreas sujeitas a ocorrências de desmatamento.

“A integração dos parques estaduais ao Muralha Paulista amplia a capacidade de monitoramento, ajuda na prevenção de crimes e dá mais agilidade à atuação das nossas forças de segurança”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

PRÓXIMAS ETAPAS

Após o Parque Bruno Covas, os próximos projetos serão desenvolvidos individualmente, a partir de levantamentos técnicos que irão considerar as características e necessidades operacionais de cada unidade, informa o governo.

A segunda fase contemplará estudos para implantação do sistema em outros parques estaduais urbanos administrados pela Semil, entre eles a Chácara da Baronesa, no ABC Paulista; o Jequitibá, em Cotia; o Maria Cristina, na zona Leste de São Paulo; e o Parque da Juventude, na zona Norte da capital paulista.

Nessas unidades, a Semil será responsável pela infraestrutura necessária para operação do sistema, incluindo energia elétrica, conectividade e fibra óptica quando necessário. A elaboração dos projetos técnicos está prevista para ocorrer em até 120 dias após a assinatura do contrato.

As soluções de monitoramento serão desenvolvidas de forma individualizada para cada parque, considerando suas particularidades e as necessidades operacionais identificadas pelas equipes técnicas.

SOBRE O MURALHA PAULISTA

O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real.

As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.

 

Foto: Divulgação / Governo de São Paulo

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