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Atendimento na rede municipal de saúde para quem quer parar de fumar

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo reforça a importância da prevenção e do tratamento do tabagismo, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e de diversos tipos de câncer.

Entre 2021 e 2025, a rede municipal registrou um aumento de 2.315,44% no número de atendimentos em atividades coletivas voltadas ao público usuário de tabaco, passando de 829 atendimentos em 2021 para 20.024 em 2025.

Segundo a SMS, os dados refletem a ampliação das estratégias de cuidado e o fortalecimento da rede municipal de saúde no acolhimento das pessoas que desejam abandonar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, incluindo cigarros eletrônicos e vapes.

A coordenadora de Controle do Tabagismo da SMS, Liamar Ferreira, destaca que “parar de fumar é um processo que envolve mudança de comportamento, acolhimento e acompanhamento contínuo. Quando o indivíduo participa dos grupos, compartilha experiências e recebe apoio multiprofissional, com isso as chances de sucesso aumentam”.

A porta de entrada para o tratamento são as 482 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) da capital, que oferecem acolhimento, grupos terapêuticos e acompanhamento especializado para pessoas que desejam deixar o cigarro.

Durante o tratamento, os participantes recebem orientações para lidar com a síndrome de abstinência, dependência psicológica e gatilhos associados ao vício. O acompanhamento inclui técnicas de relaxamento, autocontrole e prevenção de recaídas, além da possibilidade de uso de medicamentos nos casos de maior dependência à nicotina.

O protocolo prevê três meses de tratamento intensivo e um ano de acompanhamento. As atividades podem incluir também as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), como forma de ampliar o cuidado e promover bem-estar físico e emocional.

A enfermeira Cibele Graciano Coelho Sampaio, que coordena grupos antitabagismo na rede municipal, explica que o cuidado vai além da interrupção do cigarro. “O trabalho busca melhorar a saúde de forma integral. A gente ajuda o usuário a entender os gatilhos do vício, fortalecer a autoestima e desenvolver estratégias para enfrentar os momentos de ansiedade e recaída”.

O TABAGISMO É UM RISCO EVITÁVEL

Dados do Inquérito de Saúde da Capital (ISA Capital 2024) mostram que 14,2% da população paulistana com 10 anos ou mais, fuma atualmente. O percentual é significativamente menor do que o registrado em 2003 (18,9%) e em 2008 (19,3%), demonstrando uma redução importante da prevalência de tabagismo no município ao longo das últimas duas décadas.

A SMS alerta ainda para os riscos dos cigarros eletrônicos e dispositivos vaping, frequentemente associados de forma equivocada a uma alternativa “menos nociva”. Esses produtos também contêm substâncias tóxicas e podem provocar dependência química, doenças respiratórias e cardiovasculares.

Além dos fumantes ativos, pessoas expostas passivamente à fumaça ou aos resíduos tóxicos impregnados em roupas, ambientes e superfícies também podem desenvolver problemas respiratórios, alergias e doenças pulmonares.

Para acesso ao tratamento, basta procurar a Unidade Básica de Saúde de referência. Os endereços estão na plataforma Busca Saúde: https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/ .

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