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Portal da polícia para denunciar maus-tratos a animais

A Polícia de São Paulo tem um canal digital para receber denúncias de maus-tratos contra animais. Os casos podem ser registrados no site da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), no link – webdenuncia.sp.gov.br/depa. A denúncia é essencial para que a polícia investigue e interrompa casos de violência contra animais.

Ao longo do ano de 2025, a Depa registrou 20,9 mil queixas, uma média de quase sessenta por dia. A iniciativa está à disposição da população para denúncia de crimes ocorridos no estado de São Paulo. É necessário identificar-se para fazer a denúncia, mas a ferramenta garante sigilo dos dados se o(a) denunciante optar pela privacidade.

Segundo a Depa, uma vez feita a denúncia, é possível acompanhar as providências tomadas pela polícia pela função “Acompanhar denúncia”, dentro do mesmo portal. O acompanhamento é feito a partir do protocolo e de uma senha gerados no momento do cadastro da denúncia.

A delegacia, no entanto, ressalta que a falsa comunicação de crime é crime também, e tem pena prevista no Artigo 340 do Código Penal.

Dependendo da gravidade do caso denunciado, a Polícia Militar Ambiental também pode ser acionada para averiguar denúncias e aplicar multas administrativas. Os municípios paulistas contam ainda com departamentos de proteção animal e centros de zoonoses que auxiliam no resgate e acolhimento dos animais vítimas de violência.

TAMBÉM O DISQUE DENÚNCIA

Inicialmente disponibilizado apenas por telefone, o Disque Denúncia – número 181 – foi ampliado com a criação do site e desde 2016 recebe denúncias de maus-tratos contra animais.

O programa é reconhecido por garantir o sigilo e o anonimato do denunciante. As denúncias são registradas, analisadas por policiais civis e militares e encaminhadas às unidades competentes para averiguação. O denunciante pode acompanhar o andamento da sua denúncia por meio de um protocolo gerado no momento do registro.

PROTEÇÃO AOS ANIMAIS

De acordo com o governo estadual, São Paulo tem reforçado a proteção aos animais com normas que tornam mais rígidas as ações de bem-estar. No ano passado, o governador Tarcísio de Freitas sancionou a lei que proíbe o acorrentamento (por correntes ou cordas) de cães e gatos e dispõe sobre condições de alojamento e bem-estar dos pets.

A lei passa a considerar o acorrentamento como restrição da liberdade do animal e entende como alojamento inadequado qualquer espaço que ofereça risco à vida ou à saúde do animal, ou que não atenda às dimensões adequadas ao seu tamanho e porte. Tutores que não cumprirem a norma estão sujeitos a penalidades.

São Paulo conta ainda com o programa Pro Pet SP, lançado em dezembro do ano passado. A iniciativa prevê a realização de 52.850 castrações gratuitas de cães e gatos em 256 municípios paulistas, com investimento total de R$ 10,5 milhões.

 

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