As últimas notícias sobre a venda de grandes seguradoras costumam gerar dúvidas entre as pessoas. Quando se trata de apólices de vida individual e de produtos resgatáveis, que envolvem planejamento financeiro e proteção familiar de longo prazo, é natural que os segurados fiquem atentos. No entanto, em momentos de transição no mercado, a precipitação pode custar caro.
O perigo da decisão por pânico
O cancelamento ou o resgate antecipado de um seguro por impulso raramente traz vantagens financeiras. Ao tomar essa atitude de forma apressada, o cliente assume prejuízos imediatos, tais como:
- Perda de garantias e coberturas: Ao cancelar, a proteção da renda cessa na hora, deixando a família desprotegida.
- Tabela de resgate e idade: No seguro resgatável, a devolução de valores obedece a prazos contratuais. Resgatar precocemente pode significar reter um percentual menor do que se esperaria no tempo regulamentar. Além disso, contratar uma nova apólice mais tarde será mais caro devido ao avanço da idade ou a eventuais alterações no estado de saúde.
Por que o momento exige atenção, e não desespero?
Dizer que não é hora de agir por impulso não significa ignorar o cenário. A atitude correta é de acompanhamento consciente.
A legislação brasileira, fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), é uma das mais rigorosas do mundo. Ela estabelece que o contrato de seguro é um ato jurídico perfeito: obrigações, tabelas de resgate, capitais segurados e prazos contratados devem ser mantidos integralmente pela instituição responsável, independentemente de mudanças no controle acionário ou na gestão da carteira.
As reservas financeiras do cliente ficam segregadas e protegidas por regras estritas de solvência.
O papel do acompanhamento profissional
O segurado não precisa tentar interpretar os movimentos de mercado sozinho. Este é o momento ideal para consultar o seu corretor de seguros ou especialista em proteção financeira. Esse profissional pode analisar as condições particulares da apólice, avaliar a maturação do resgate e orientar a melhor conduta a ser adotada.
Em suma: o cenário exige monitoramento e informação de qualidade, mas decisões financeiras não devem ser tomadas com base em ruídos.
A prudência e a orientação técnica continuam sendo os melhores ativos para a sua proteção e da sua família.
Pina Bruno Silva
(Bruno Silva Consultoria e Corretora de Seguros)


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