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Membros de quadrilha que furtava residências com clonagem de controles remotos são presos

Uma quadrilha especializada em invadir residências por meio da clonagem de controles remotos é alvo de uma operação da Polícia Civil, liderada pela 2ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da capital paulista.

Até o momento, onze integrantes do bando já foram presos e um menor infrator apreendido. Eles são investigados em pelo menos dezoito crimes cometidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Em 13 de agosto, cinco suspeitos foram detidos na segunda fase da Operação Barracuda nos bairros do Glicério e Cambuci, no Centro da cidade, e na Mooca e Vila Prudente, na zona Leste. Os policiais cumpriram doze mandados judiciais, entre prisões temporárias e de busca e apreensão. Em ações anteriores, três detenções contaram com o apoio da Polícia Militar de São Paulo e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A investigação teve início a partir de uma ocorrência registrada em março, quando policiais civis e militares atuaram juntos após uma tentativa de furto a uma residência em Moema, aqui na zona Sul. Na ocasião, três suspeitos invadiram o imóvel e tentaram fugir de carro pela garagem, mas o portão não abriu. Eles chegaram a acelerar o veículo contra a estrutura, mas o carro ficou preso. Os suspeitos então abandonaram o veículo e fugiram a pé, sendo um deles capturado.

Os policiais apreenderam dois celulares com o suspeito, o que permitiu seguir com as investigações e identificar a organização criminosa. A análise dos aparelhos permitiu identificar outros integrantes do grupo e relacioná-los a diferentes etapas dos furtos e a outros crimes.

“Eles tinham como alvo imóveis de alto padrão na região Sul da capital, visando principalmente artigos de luxo, como joias e relógios. Mas a partir da análise dos materiais apreendidos, percebemos que a área de atuação era bem mais ampla, chegando até o interior do estado”, disse o delegado titular da 2ª Cerco, Deglayr Tavares Júnior.

Segundo o delegado, um dos principais métodos utilizados pelo grupo para entrar nas residências era a clonagem de controles remotos de portões automáticos.

Os policiais também conseguiram identificar a função de cada integrante dentro da organização. Havia suspeitos responsáveis por selecionar as vítimas, levantar informações sobre os imóveis e formas de acesso, fornecer os carros utilizados nas ações e conduzir os veículos. Outros davam apoio às equipes e executavam diretamente as invasões. Uma das funções era tocar a campainha para verificar se havia alguém dentro do imóvel.

De acordo com a polícia, um dos presos em outra fase da operação, era responsável por reunir os chamados “pé na porta”, integrantes encarregados de executar os furtos. Ele também repassava informações sobre as vítimas, os veículos e os acessos aos imóveis. Alguns dos dispositivos apreendidos em sua residência apresentavam identificações que também apareciam na lista de possíveis vítimas encontrada no celular de um dos investigados.

A Polícia Civil informou que irá continuar as investigações com o objetivo de desarticular toda a quadrilha.

 

 

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