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Grupo terapêutico auxilia pacientes com Parkinson em Cidade Ademar

Todas as quintas-feiras, a aposentada Maria Aparecida Martins Nepomuceno, de 66 anos, frequenta o grupo voltado para pacientes com doença de Parkinson, no Centro Especializado em Reabilitação (CER) III Cidade Ademar, situado na rua Córrego Azul, 433, bairro Balneário Mar Paulista, e mantido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), na zona Sul da capital.

O grupo, que tem duração de seis meses, realiza práticas para estimular a fala e a memória, além de fortalecer os membros superiores e inferiores. “Estou sentindo uma evolução. Agora eu tenho estímulo para fazer exercícios, sair, passear e interagir com outras pessoas, porque antes eu ficava muito tempo em casa. Melhorou minha autoestima”, conta a paciente.

O Parkinson é a segunda doença degenerativa mais comum do mundo, atrás somente do Alzheimer. “Temos pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e por serviços de especialidades médicas. Diante disso, surgiu a ideia de criar um grupo de reabilitação, no qual são realizadas atividades diferentes a cada semana, que também podem ser reproduzidas no ambiente domiciliar”, explica a gerente do centro, Vanessa Nakamura.

Nos encontros semanais, com duração de uma hora e meia, os pacientes contam com o auxílio de uma equipe multiprofissional: a fisioterapeuta propõe exercícios motores; a fonoaudióloga realiza práticas para melhorar a fala; a psicóloga trabalha com questões cognitivas; e a neurologista aborda os sintomas e a evolução da doença.

Segundo Vanessa, o conceito é que o grupo seja heterogêneo, reunindo pessoas com diferentes idades e estágios da doença. Nesse contexto, o grupo de reabilitação torna-se um espaço acolhedor, onde os participantes, além das atividades terapêuticas, encontram outras pessoas que vivenciam desafios semelhantes, podendo compartilhar vivências relacionadas à reabilitação, ao uso da medicação e aos cuidados no ambiente domiciliar, fortalecendo vínculos, promovendo apoio mútuo e contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

IMPACTOS FÍSICOS 

Os sintomas da doença de Parkinson são variados, mas os mais característicos incluem tremores involuntários em repouso, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão dos movimentos) e instabilidade postural, que compromete o equilíbrio e pode provocar quedas.

“Temos ainda outros sintomas como transtorno de humor, apatia, depressão, ansiedade, alteração de sono, fadiga, cansaço, mudança do tom da voz, perda do olfato e disautonomias, que são distúrbios do sistema nervoso autônomo que gerenciam funções involuntárias como pressão arterial, frequência cardíaca e digestão”, explica a neurologista Natasha Bessa.

Por ser progressiva, a doença pode dificultar o diagnóstico, que é clínico e baseado nos sintomas, histórico e avaliação neurológica. “O Parkinson é uma doença que não tem cura e não é possível impedir a sua progressão, mas a reabilitação física e medicamentos ajudam a controlar os sintomas para que o paciente tenha uma vida funcional”, diz Natasha.

A Secretaria Municipal da Saúde conta com 35 CER’s em todas as regiões da cidade. Em 2025, estes equipamentos atenderam 352.199 pessoas em geral.

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