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Em julho, Auxílio-Aluguel para mais de 5,7 mil mulheres vítimas de violência

No último mês de julho, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (Seds) repassou mais de R$ 2,85 milhões do Auxílio-Aluguel para Vítimas de Violência Doméstica para 5,7 mil mulheres cadastradas no programa socioassistencial do governo do Estado de São Paulo, até junho.

Os recursos destinados ao programa passaram de R$ 936,5 mil pagos em julho de 2025 para R$ 2,85 milhões no mesmo mês, em 2026. Os dados foram consolidados pela Seds.

De acordo com a Secretaria, o aumento reflete a ampliação do acesso à política pública e o fortalecimento da rede de proteção do governo do Estado, apoiando quem realmente precisa romper o ciclo da violência e recomeçar com mais segurança. Para ampliar o programa, a Seds promove ações de capacitação com os municípios e Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads), além da orientação individual com os municípios para alinhamento de fluxos.

A iniciativa da Seds fortalece a rede de cuidado e atendimento especializado do movimento SP Por Todas, com políticas públicas integradas para a proteção da mulher vítima de violência. O programa chegou a 593 municípios paulistas (91,9% do estado). Desde o seu início, em fevereiro de 2025, mais de 9,1 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, resultando em investimento superior a R$ 27 milhões.

O Auxílio-Aluguel concede um benefício mensal de R$ 500,00, por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. As mulheres cadastradas até o último dia de cada mês recebem o pagamento até o dia 10 do mês seguinte.

A iniciativa tem como objetivo garantir condições para que mulheres em situação de violência e vulnerabilidade possam romper o ciclo da violência, afastar-se do agressor e reconstruir suas vidas com segurança, autonomia e dignidade.

Podem acessar o benefício mulheres com medida protetiva expedida pela Justiça, residentes no estado de São Paulo, em situação de vulnerabilidade social e cuja renda familiar, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.

O cadastramento é realizado pela rede de assistência social dos municípios participantes. Após a análise e aprovação, o benefício é pago por meio da Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres em todo o território paulista.

Onde buscar atendimento:

Na Assistência Social nos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), nos CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e no Centro de Referência de Atendimento à Mulher.

Na Saúde nas UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), PS (Pronto-Socorro) e hospitais.

Na Segurança Pública nas DDM’s (Delegacias de Defesa da Mulher), no Distrito Policial, no Batalhão da Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

No sistema de Justiça o atendimento é no Ministério Público, na Defensoria Pública e na Ordem dos Advogados do Brasil.

 

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