Nesta quarta-feira, 29 de julho, o Governo de São Paulo mobiliza o Gabinete de Crise durante a passagem de uma frente fria que deve atingir o estado entre hoje e quinta-feira (30). O órgão reúne representantes das instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros.
Como medida preventiva, ontem (28), a Defesa Civil do Estado realizou uma reunião com as Defesas Civis Municipais para apresentar o cenário meteorológico e alinhar as ações de prontidão, preparação e resposta.
Segundo o governo, a atuação integrada permite que eventuais necessidades dos municípios sejam identificadas rapidamente e que recursos estaduais possam ser mobilizados de acordo com a evolução do cenário. “O Gabinete de Crise reúne as lideranças das principais instituições do estado para que a gente tome decisões rápidas no caso de alguma ocorrência mais grave”, explicou o porta-voz da Defesa Civil do Estado, capitão Maxwel de Souza.
Ele explicou que a mudança nas condições do tempo exige atenção em todo o território paulista. “A passagem de uma frente fria por São Paulo vai trazer ventos fortes e temporais, principalmente para o litoral paulista e para a Grande São Paulo. Nessas áreas, existe a possibilidade dos ventos atingirem até 90 km por hora”, afirmou.
Além da Região Metropolitana de São Paulo e do litoral, o restante do estado também permanece em alerta. “No restante do estado, no interior, na região do Vale do Paraíba, a gente pode ter também rajadas de vento próximas aos 70 km por hora, o que coloca em alerta todo o estado”, destacou o porta-voz.
De acordo com a Defesa Civil, a frente fria também poderá provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, com risco de alagamentos e enxurradas.
A combinação desses fenômenos eleva o risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em estruturas vulneráveis, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos na mobilidade urbana. No litoral, o avanço do sistema também aumenta os riscos para ressaca e agitação marítima. Na Baixada Santista, as condições também exigem atenção para possíveis impactos nas operações portuárias.
Durante o período de instabilidade, a Defesa Civil orienta a população para que não fique perto de estruturas de metal, não fique perto de árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais.
Além disso, objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas devem ser recolhidos ou fixados para evitar que sejam arremessados pelos ventos. Nas rodovias, os motoristas devem redobrar a atenção diante da possibilidade de queda de árvores, objetos sobre a pista e redução da visibilidade durante as pancadas de chuva.
Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.


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