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BCG protege desde o nascimento contra as formas mais graves da tuberculose

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), da Prefeitura de São Paulo, reforça a importância da vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin), uma das mais tradicionais do calendário vacinal brasileiro, na imunização contra a tuberculose. Aplicada preferencialmente nas primeiras horas de vida, a vacina é fundamental para proteger crianças contra as formas mais graves da doença.

Conhecida pela pequena cicatriz que costuma deixar no braço, a BCG é oferecida gratuitamente nas maternidades, casas de parto e Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) da rede municipal da capital. A aplicação é recomendada em dose única para recém-nascidos com peso igual ou superior a 2 quilos, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida e antes da alta hospitalar.

A vacina protege contra as formas mais graves da tuberculose, como a tuberculose miliar (quando a bactéria se dissemina pela corrente sanguínea) e a tuberculose meníngea, que acomete as membranas que envolvem o cérebro.

Neste ano, a cobertura vacinal da BCG na cidade de São Paulo está em 90,55%, com 25.373 doses aplicadas, conforme dados do Programa Municipal de Imunizações (PMI). As crianças que não receberam a vacina na maternidade devem ser levadas o quanto antes a uma das 482 UBS’s da capital para atualização da vacinação.

TUBERCULOSE AINDA É DESAFIO

A infecção é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e, quando não tratada, pode comprometer pulmões, ossos, rins e meninges, podendo levar à morte.

Embora tenha prevenção e tratamento disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a doença continua sendo uma das doenças infecciosas mais relevantes também no Brasil. A incidência da tuberculose em adultos é de seis a oito vezes maior do que em crianças. Isso reforça a necessidade de atenção aos sintomas também ao longo da vida adulta.

A forma pulmonar da tuberculose responde por cerca de 80% dos casos e é transmitida pelo ar, por meio de partículas eliminadas quando uma pessoa com a doença ativa, tosse, fala ou espirra.

Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente, com ou sem catarro, dor no peito, falta de ar, perda de peso, febre, fraqueza e sudorese, principalmente no final do dia. Nesses casos, a orientação é procurar uma unidade de saúde para investigação. Nas crianças menores de 10 anos, a identificação pode ser mais difícil, já que os sintomas podem se confundir com outras doenças comuns da infância. A associação entre tosse persistente, perda de peso e diminuição do apetite deve despertar atenção.

Calcula-se que uma pessoa com tuberculose pulmonar ativa possa transmitir a doença para até 15 indivíduos ao longo de um ano, caso não receba tratamento.

O diagnóstico da doença é realizado por meio da avaliação clínica, exames laboratoriais e radiografia de tórax. O tratamento dura, no mínimo, seis meses e é ofertado gratuitamente na rede municipal de saúde. Embora a melhora dos sintomas geralmente aconteça nas primeiras semanas, é fundamental seguir todo o esquema terapêutico até o final para garantir a cura e evitar resistência aos medicamentos.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento da tuberculose apresenta taxas de cura superiores a 80% quando seguido corretamente.

 

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