A avenida Paulista recebe no próximo dia 24 de maio, domingo, a 9ª Caminhada pela Adoção de Crianças e Adolescentes, promovida pelo Instituto Richard Manoel, em parceria com a AGAAESP (Associação dos Grupos de Apoio à Adoção do Estado de São Paulo), em referência ao Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio. A concentração será no vão livre do Masp, na avenida Paulista, a partir das 9h, com saída prevista para às 10h.
A estimativa é de que cerca de duas mil pessoas participem da mobilização, entre famílias adotivas, grupos de apoio à adoção, profissionais da área da infância e juventude, representantes de entidades sociais e pretendentes habilitados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento.
A caminhada tem como proposta chamar atenção para a realidade de crianças e adolescentes que aguardam por uma família no Brasil e ampliar o debate sobre adoção no país.
Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça, apontam que o Brasil possui atualmente mais de 33 mil pretendentes habilitados para adoção e cerca de 6 mil crianças e adolescentes aptos ao processo adotivo. Somente o estado de São Paulo concentra 1.189 crianças e adolescentes na fila da adoção, o maior número registrado no país.
Mesmo com o número de pretendentes sendo maior do que o de crianças e adolescentes disponíveis para adoção, a fila ainda existe por causa do desencontro entre o perfil desejado pelos adotantes e a realidade dos que aguardam por uma família.
De acordo com o próprio CNJ, a maior parte dos pretendentes busca crianças mais novas, sem irmãos e sem necessidades específicas, enquanto muitos dos que estão aptos à adoção são mais velhos, fazem parte de grupos de irmãos ou possuem algum tipo de deficiência ou condição de saúde. Questões como adoção tardia, grupos de irmãos e casos envolvendo deficiência ou necessidades específicas estão entre os temas debatidos na área.
Para Richard Manoel, pai adotivo, presidente do instituto e idealizador da caminhada, “ela nasceu para dar visibilidade a uma realidade que ainda precisa ser mais discutida. Existem milhares de crianças e adolescentes aguardando acolhimento familiar no Brasil. Esse é um tema que envolve proteção, responsabilidade social e garantia de direitos”.



Comente Aqui