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Saúde oftalmológica: programas e serviços na rede municipal

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a linha de cuidado oftalmológico na rede municipal da capital tem início nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), onde o paciente pode ser encaminhado para a Rede de Atenção Especializada, como as Assistências Médicas Ambulatoriais de Especialidades (AMA’s-E), Hospitais Dia (HD’s) ou Ambulatórios de Especialidades (AE’s) para diagnóstico e tratamento.

As consultas médicas de oftalmologia realizadas na rede municipal registraram mais de 42% de aumento em 2024, comparado com 2021. Foram 691.544 em 2021 contra 985.031 em 2024.

“Crianças também precisam de avaliação oftalmológica precoce, porque alguns problemas, como a ambliopia e o estrabismo, tem melhor tratamento e prognóstico quando diagnosticados cedo. O exame oftalmológico deve ser realizado pela primeira vez entre os 6 meses e 1 ano de vida. Mesmo que não haja sinais de alteração, é fundamental repetir a avaliação dos 3 aos 5 anos”, explica Caroline Naomi Silvas Seto, oftalmologista especialista em estrabismo e oftalmopediatria da AMA Especialidades Pediátricas Campo Limpo.

A Prefeitura também conta com o Programa Saúde na Escola (PSE), que atua em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SME), implementando ações de saúde em escolas paulistanas, incluindo cuidados com a saúde ocular para crianças e adolescentes, articulando cuidados com a UBS do território da unidade escolar. Neste ano, já foram mais de 142 mil estudantes atendidos, sendo 1,4 mil encaminhados a serviços de saúde e mais de 21 mil óculos entregues.

Cerca de 80% dos estudantes avaliados recebem prescrição de óculos e são encaminhados para escolha da armação. Em casos mais complexos, os alunos são encaminhados para avaliação especializada, podendo incluir necessidade cirúrgica.

ALERTA: USO DE TELAS

A SMS destaca que o uso excessivo de telas pode aumentar o risco de miopia, pois a luz azul emitida por esses aparelhos pode causar danos irreversíveis à retina, além de provocar ressecamento do globo ocular e cansaço. As orientações dadas aos familiares e responsáveis são:

  •  Crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas;
  •  Crianças entre 2 e 5 anos devem ter o tempo de tela limitado a uma hora por dia;
  •  Crianças a partir de 6 anos devem ter o tempo de tela limitado a duas horas por dia;
  •  Adolescentes entre 11 e 18 anos devem limitar o tempo de tela e jogos de videogames a duas ou três horas por dia;
  •  Em todas as idades, deve-se evitar o uso de telas durante as refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir;
  •  Deve-se fazer pausas durante a exposição às telas, olhando para ambientes externos;
  •  Importante incentivar as crianças a saírem ou brincarem ao ar livre, pois a exposição à luz solar exerce um fator protetivo contra a miopia.

“De acordo com projeções da Organização Mundial da Saúde, estima-se que, até 2050, cerca de metade da população global poderá ser afetada pela miopia. Além da necessidade de óculos ou lentes, graus mais elevados de miopia estão relacionados a um risco maior de complicações oculares, como descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular”, explica a oftalmologista Caroline.

Para encontrar a unidade de saúde mais próxima, consultar a plataforma Busca Saúde: http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br .

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