Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio, uma média de quatro mulheres mortas por dia, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025/2026. O cenário é ainda mais amplo: mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses.
A violência psicológica aparece como a forma mais recorrente e silenciosa de agressão, sendo considerada a “porta de entrada” para ciclos mais graves. Dados apontam que 8 em cada 10 feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-parceiros, e a maioria ocorre dentro da própria residência.
Diante da subnotificação — já que apenas 25,7% das mulheres procuram órgãos oficiais —, a Legião da Boa Vontade (LBV) atua com diversas ações de acolhimento, orientação e apoio psicossocial, em prol de mulheres e meninas, entre elas o programa Ser Mulher.
A iniciativa oferece atendimento psicológico on-line e gratuito em todo o Brasil para meninas (a partir de 12 anos) e para mulheres. O formato remoto amplia o acesso ao suporte, especialmente para vítimas que enfrentam barreiras de locomoção ou monitoramento por parte do agressor. O atendimento também é extensivo aos filhos e filhas dessas mulheres.
O impacto do programa – dados de 2025, segundo a LBV: 71% das mulheres participantes passaram a conhecer melhor seus direitos, incluindo a Lei Maria da Penha; 77% relataram melhora significativa na autoimagem e na autoestima; 65% demonstraram aumento da autonomia e da independência após o ciclo de sessões de acompanhamento psicológico oferecido pela LBV; 45% conseguiram romper com o ciclo de violência; 38% encerraram o relacionamento com o agressor após o acompanhamento psicológico.
A Legião informa que o foco do programa é fortalecer emocionalmente a mulher, para que ela possa tomar decisões com segurança, informação e autonomia.
SER MULHER
Realizado pela Legião da Boa Vontade, o programa Ser Mulher atua com vistas ao empoderamento feminino e contra os diversos tipos de discriminação, sexismo, violações de direitos e violências que tenham origem nas relações de gênero, contribuindo para a compreensão e a superação dos impactos emocionais ocasionados por vivências violadoras, oportunizando apoio emocional, autoconhecimento e melhora da autoestima, ofertando a meninas (a partir dos 12 anos) e mulheres, bem como seus filhos e filhas, o suporte para o enfrentamento e o rompimento do ciclo de violência, à ressignificação de vivências e para o estímulo ao desenvolvimento e à autonomia feminina.
Na cidade de São Paulo o programa que é desenvolvido pelo Centro de Assistência Humanitária da LBV, recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o “Selo de Direitos Humanos e Diversidade”, concedido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). A certificação reconhece e destaca boas práticas na gestão da diversidade e na promoção dos direitos humanos em empresas, órgãos públicos e organizações do Terceiro Setor.
A inscrição para o programa Ser Mulher é feita pelo WhatsApp (11) 9.9996-6557. Sobre voluntariado, há chamada aberta para psicólogas interessadas pelo site www.lbv.org/seja-um-voluntario/ .


Comente Aqui