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Saiu o Bloquinho da Inclusão e Diversidade do CER II Girassol

Também a paciente Kaithy Fabrícia de Oliveira, 26 anos, que tem distrofia muscular, participou do Bloquinho da Inclusão e Diversidade, organizado pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) II Girassol, localizado na região de Campo Limpo, aqui na zona Sul da capital. A iniciativa foi realizada em 20 de fevereiro, para celebrar o primeiro ano de funcionamento da unidade.

“É um momento em que, se você tiver um dia ruim, tudo vai melhorar”, diz a paciente, lembrando que, ao chegar ao serviço, há um ano, encontrou algo que havia se tornado raro em sua trajetória de tratamento: escuta e respeito.

Ao completar um ano, o CER II Girassol, gerenciado pela Organização Social em Saúde (OSS) Cejam, já avaliou cerca de 930 pacientes e atualmente acompanha mais de 600.

Nesse período foram realizados mais de 37 mil procedimentos, entre atendimentos de reabilitação física e intelectual. A unidade atende, em média, 70 novos pacientes por mês, cerca de 40 na reabilitação física e 30 na reabilitação intelectual, com foco especial em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A equipe é composta por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionista, enfermeiro, assistente social, psicólogos, neuropsicólogo, médicos fisiatras e neurologistas (adulto e infantil).

A gerente da unidade, Érica Regina da Silva Lavoura, destaca a importância desse primeiro ano: “Nesse período, já conseguimos transformar a vida de muitas pessoas. E nada melhor que celebrar essa data incluindo os pacientes em eventos nos quais, muitas vezes, eles não conseguem participar”.

A ideia do bloquinho surgiu justamente para promover inclusão com segurança e acolhimento. “Quisemos trazer esses pacientes para participar de uma festa acompanhados dos terapeutas e dos familiares para que se sintam mais seguros e possam participar de atividades”, afirma a gerente.

Por isso, tudo foi planejado: a altura do som, o repertório musical, com músicas mais tranquilas, e a organização do espaço para garantir proteção e conforto, especialmente para pacientes com TEA. “É um momento terapêutico também, onde eles, que muitas vezes têm dificuldade de estar em um ambiente com muita gente, conseguem socializar e desenvolver essa habilidade de estar diante de pessoas diferentes, para que se desenvolvam e tenham menos dificuldade lá fora”, reforça a gestora.

Segundo a terapeuta ocupacional Nathalia Neves Villacidor, “foi tudo construído coletivamente, desde a produção das fantasias, dos enfeites e dos abadás. A preparação envolveu usuários, familiares e profissionais, fortalecendo vínculos e estimulando habilidades sociais, autonomia e participação ativa”.

CONQUISTAS QUE EMOCIONAM

Para as famílias, os avanços conquistados ao longo desse ano são visíveis e transformadores. É o caso de Thaís de Almeida, auxiliar de limpeza e mãe de Raphael José Santana Fontenele, diagnosticado com TEA. “Quando comecei o tratamento do Rapha aqui, ele não falava quase nada e tinha dificuldade em interagir. Hoje ele já fala frases repetidas, e os profissionais dizem que ele participa bastante”, disse Thaís.

Ela conta que participar do bloquinho exigiu um esforço dela: “Folguei hoje e vou trabalhar no sábado e domingo, mas trouxe o Raphael porque sei que isso é importante para ele. É reconfortante saber que meu filho pode ser incluído nesse tipo de comemoração”.

 

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