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Sociedade diz não à flexibilização do horário do Aeroporto de Congonhas

Representantes dos moradores dos bairros afetados pela rota dos aviões a partir do Aeroporto de Congonhas se posicionaram contra a flexibilização do horário de funcionamento das operações aéreas e exigiram a adoção de tecnologias e manobras de decolagem para reduzir o ruído à população, durante audiência pública realizada pelo deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT) e pelo deputado federal Jilmar Tatto (PT)

Cerca de cem pessoas compareceram à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em 16 de julho, para debater os impactos da flexibilização. Moradores relataram os problemas que sofrem com excesso de barulho, movimento do tráfego de veículos nas ruas do entorno, poluição e prejuízos à saúde e ao desenvolvimento das crianças.

Além dos moradores representados por Paulo Uehara, da Associação Vila Nova Conceição, participaram autoridades da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Cetesb, da Aena Brasil que é a concessionária responsável pelo aeroporto, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Para o deputado Marcolino, a audiência resultou no fortalecimento da participação da sociedade civil nas discussões sobre o futuro de Congonhas: “Entre os encaminhamentos definidos está a inclusão de um representante das associações de moradores no grupo de trabalho da Anac que elabora o protocolo para operações excepcionais do aeroporto. E também a necessidade de medidores e novas tecnologias para reduzir os impactos que os ruídos causam na população”.

O deputado apresentou um estudo no qual ele demonstrou que o entorno de Congonhas concentra uma das áreas mais adensadas da capital, com hospitais, escolas, idosos e milhares de moradores diretamente impactados pelo ruído das aeronaves.

Foto: Nando Bomfim

 

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