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Editorial

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05/11/2018
O novo e o mesmo voto

Boa parte dos candidatos oriundos desta parte da zona Sul paulistana não teve sucesso em seus objetivos políticos nas eleições de 7 de outubro passado. Alguns tentavam a reeleição e outros almejavam cargos mais altos, como de deputado estadual ou federal para, segundo eles, obter mais recursos e ter uma ação mais abrangente em prol das regiões que representam.

Apesar da boa votação alcançada em suas bases, ainda assim não foi o suficiente para atingir o quórum necessário para elegê-los ou reelegê-los. Mas isso não foi um acontecimento exclusivo com os candidatos desta região. Pode-se dizer que foi praticamente um acontecimento à nível nacional, com uma renovação parlamentar que atingiu índices superiores a 50%.

Desse modo, a população mostrou estar farta da atual classe política – com louváveis exceções – que vinha se perpetuando nas casas legislativas de todo país, acomodada em suas cadeiras, nada produzindo para melhorar a vida do povo e fazendo falsas promessas em épocas de campanha.

Classe política que teve muitos dos seus integrantes desmascarados pela Operação Lava Jato e por outras ações similares, e até por isso, acabaram se agarrando desesperadamente às suas reeleições para não perderem suas imunidades parlamentares e assim, não se tornarem presas fáceis para a Justiça.

Além disso, a péssima situação em que o país se encontra, em todas as áreas, acaba levando o cidadão ao inconformismo e total descrédito nos seus representantes e nos governantes que aí estão, ainda que a eles não deva ser creditada toda a irresponsabilidade administrativa que levou o Brasil ao desemprego, à quebra de empresas, inflação, insegurança pública, à precariedade da assistência médica, da educação e outros problemas mais que afligem diretamente o cidadão.

No dia 7 de outubro o eleitor votou em novos nomes, novas caras, apostando em pessoas diferentes que talvez consigam reverter esta situação, pessoas que, se acredita, serão responsáveis com o país, preocupadas com o seu povo e de fato honestas.

Esse sentimento de dar um basta na situação que aí está e apostar em novos nomes sem vícios políticos e envolvimento em armações parlamentares, era algo bastante previsível, embora não se soubesse a dimensão dessa decisão de reprovação e de renovação do eleitor.

E o eleitorado – pelo menos uma grande parte – cumpriu a sua missão, e agora é aguardar e acompanhar o trabalho destes novos políticos, ver como será a sua desenvoltura e se de fato levarão adiante suas propostas e as reivindicações que ouviram das ruas.

Por outro lado, causa desânimo a qualquer democrata e a qualquer cidadão que deseja um Brasil melhor, ter novamente como um dos deputados mais votados do país o palhaço Tirica. Diante de tal palhaçada, ficam de fora nomes sérios como de Antonio Goulart, Arnaldo Faria de Sá, Alfredinho, Gilberto Natalini, Ricardo Nunes e também nomes novos da região que, por certo, não fariam do Congresso um picadeiro.




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