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Em ato, empresários e entidades defendem diálogo sobre PEC 45

Lideranças do setor e diversas entidades coordenadas pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) participaram nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, no Clube Esperia, zona Norte da capital paulista, de um ato contra o aumento de impostos, o desemprego, as PEC’s (Propostas de Emendas à Constituição) 45 e 110, a simplificação tributária e a desoneração da folha de pagamento. No evento estiveram mais de mil pessoas, entre empresários, sindicalistas e políticos.

Segundo a ACSP, as propostas não atendem a esses objetivos e que falta diálogo por parte do Congresso Nacional para explicar todos os pontos.“Chegamos à conclusão que a população, os empresários e a sociedade não estão sendo ouvidos”, disse o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto. “Queremos falar aos nossos políticos que haja uma melhor explicação sobre estas propostas e que nossas sugestões sejam ouvidas”, acrescentou.

Para Cotait, as PEC’s 45 e 110 não atingem os anseios da população. “Queremos também a desoneração da folha de pagamento para que possamos gerar mais empregos. E por isso precisamos de uma discussão ampla”, completou Cotait.

O evento teve a participação de Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, que alertou para uma possível onda de falências caso as propostas sejam aprovadas. “Se forem aprovadas do jeito que estão, microempreendedores que têm 1% de lucro, e que sequer precisam fazer contabilidade, vão pagar tributos de mais de 20% sobre seu faturamento. Isto levaria quase todas estas pessoas a falência”, avaliou.

Segundo Luigi Nese, presidente fundador da Confederação Nacional de Serviços (CNS), a reforma já deveria ter acontecido. “Fazemos um trabalho para tentar a redução da carga tributária há 20 anos. Se tivesse feito isso antes, agora estaríamos em uma situação bem melhor. Defendemos a reforma tributária, a redução da carga tributária e a redução da folha de pagamento, especialmente no setor de serviços, que é o que mais emprega no país,” finalizou Luigi.

Membros do Congresso também defenderam que haja mais diálogo na discussão sobre o texto final das PEC’s 45 e 110, como o senador major Olímpio.

Embora existam pontos de discórdia, a ideia de uma reforma tributária vai de encontro ao que pensam os empresários. “Não somos contra mudar a maneira como os impostos são cobrados, pelo contrário. Apoiamos as mudanças, desde que esta seja feita de forma adequada, atenda aos anseios da população e favoreça o pequeno empresário, que é o maior empregador do país”, afirmou Alfredo Cotait.

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