DestaqueLeia TambémÚltimas Notícias

Após audiência pública, um apelo pelo fim da escala 6×1

Os sindicalistas e representantes da sociedade civil e movimentos sociais que participaram da audiência pública “6×1 Não: Uma nova jornada pela vida e trabalho”, promovida pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), definiram o fim da escala 6×1 como uma pauta prioritária para a classe trabalhadora. Um documento com apelo para que seja votada a PEC 8/2025 está sendo encaminhado ao Congresso Nacional.

Representantes de diversas categorias estiveram no auditório Franco Montoro e ressaltaram a necessidade de avançar nessa mudança da jornada e da escala que vai “garantir dignidade, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde física e mental e a geração de mais empregos”.

O deputado Marcolino destacou que o atual modelo de escala 6×1 é “desumano” e incompatível com a qualidade de vida dos trabalhadores. Ele defendeu a redução da jornada como medida de justiça social e de geração de empregos. “Esse debate precisa avançar no Congresso Nacional e todas as considerações apresentadas na audiência serão colocadas em um documento que será encaminhado aos deputados federais e aos senadores”, afirmou.

O ministro Marinho ponderou que a transição exige diálogo com o setor produtivo, mas afirmou que é possível avançar na construção de um novo modelo que concilie desenvolvimento econômico com melhores condições de trabalho. “Diversos países ou empresas em diferentes locais do mundo que adotaram a redução da jornada tiveram ganho em produtividade e crescimento econômico”, disse.

“A proposta do governo federal é a redução da jornada para 40 horas semanais com escala 5×2 e sem redução de salário”, acrescentou Marinho.

A questão da saúde do trabalhador também foi debatida pelos sindicalistas e público em geral em uma escala desgastante, principalmente para as mulheres que unem o trabalho doméstico e cuidado com os filhos, a família no dia a dia.

Entre as lideranças sindicais presentes estiveram o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SP), Raimundo Suzart, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges Júnior, e a secretária-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec-SP), Ana Lúcia Ramos.

Também integraram a mesa diretora da audiência o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), Marco Aurélio Oliveira, e a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes e Bares (Fetrhotel), Elisabete dos Santos Cordeiro, entre outros.

Comente Aqui