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Editorial

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02/10/2018
Momento decisivo

Estamos vivendo um momento eleitoral, talvez, dos mais imprevisíveis e decisivos que este país já viveu. Isso se deve a uma crise econômica aguda e prolongada, que vem provocando desemprego, fechamento de empresas, inadimplência, queda da produção e marasmo no mercado. Também se deve a uma crise de credibilidade na classe política e na administração pública, desnudadas pela Operação Lava Jato, além da falta de perspectivas para a solução destes problemas emergenciais que o país vive e da radicalização de opiniões que vem acirrando debates e transformando-os em confrontos entre brasileiros.

Diante desse quadro pessimista e com opções eleitorais duvidosas, o eleitor se mostra indeciso ou descrente e, não raro, apático. Daí, o elevado número de indecisos e de votos em branco ou nulo que aparecem nas pesquisas, embora esse número vá caindo à medida que se aproxima o pleito de 7 de outubro.

As acanhadas campanhas eleitorais nas ruas pouco empolgam ou trazem, ao menos, um maior conhecimento dos candidatos para a população. E isso só vem a comprovar que não dá mais para continuarmos com o atual sistema eleitoral que só vem a beneficiar candidatos profissionais, endinheirados e donos ou preferidos dos donos de partidos. A renovação nas casas legislativas do país é cada vez mais dificultada por restrições impostas pelo sistema eleitoral e por alguns partidos políticos.

Pior agora em que muitos deputados federais e senadores se agarram à reeleição, como se fossem náufragos se agarrando a uma tábua salvadora, para não perderem as suas imunidades parlamentares diante das ameaças da Justiça e da Polícia Federal de lhes imputarem processos por corrupção e de envolvimento em falcatruas que estão sendo descobertas ou delatadas a todo momento.

O mais sensato seria evitarmos a reeleição dos candidatos que lá já estão, na Câmara dos Deputados e no Senado, com raríssimas exceções que cabem a cada eleitor decidir, como o conhecimento pessoal do candidato, o acompanhamento do seu mandato, conhecimento da sua origem e trajetória, da região que ele procura representar, dos seus projetos e a possibilidade do eleitor se comunicar e cobrar atitudes do candidato. Do mesmo modo deveria ser o procedimento do eleitor em relação aos candidatos que pleiteiam a reeleição para deputado estadual.

Dizemos “seria” e “deveria” porque essa é a nossa posição, e cada um tem a sua posição que, favorável ou contrária, respeitamos e defendemos como tão importante quanto a nossa, a fim de que a democracia sempre prevaleça e não o confronto, a fake news, o atentado e a radicalização.

E seguindo essa posição, este jornal defende agora, como vem defendendo ao longo do tempo, o voto nos candidatos da região e, principalmente, os comprometidos com a região e sua gente, independentemente de siglas partidárias ou ideologias. Acreditamos ser esta uma maneira de termos um mínimo de representatividade, de confiança e de esperança de trabalho em prol do povo.

E ao anotar o número eleitoral do candidato, anote também o do seu telefone, queremos dizer, não deixe de acompanhar, cobrar, elogiar e criticar quem o representa, e assim fazer valer, realmente, o seu voto.




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