ED. 301 - 27 agosto a 09 de setembro

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Quem está pagando esta conta

O educador Benjamin Ribeiro da Silva, o professor Benjamin, afirma sempre em seus discursos que a educação infantil, a começar pelo berçário, é uma fase fundamental na vida do ser humano porque é quando se forma seu caráter e sua personalidade.
Sendo assim, o que esperar das cinco mil crianças do Grajaú que aguardam numa lista de espera por uma vaga em creche, segundo informação do Conselho Tutelar do Grajaú. Somam-se à elas, agora, mais 1,4 mil crianças (embora a Diretoria Regional de Educação da Capela do Socorro – DRE-CS discorde deste número) que estão em “stand by”, ou seja, aguardando uma solução.
Isso se deve a um convênio com o Centro de Promoção Social São Caetano de Thiene que foi encerrado pela Prefeitura e que ocasionou o fechamento de algumas creches no Grajaú.
O problema vem afetando também as mães destes alunos, algumas das quais já perderam o emprego por não terem onde deixar seus filhos para poderem trabalhar. Agora, reunidas e com o apoio de algumas entidades, elas buscam uma solução junto às autoridades municipais para a situação de seus filhos. E delas próprias.
Cabe destacar que a DRE-CS procurou deste o início – leia-se, do ano ou até antes – alertar o Centro São Thiene sobre a não prestação de contas da destinação das verbas recebidas pela entidade da Prefeitura, o que acabou resultando no encerramento do convênio.
Conforme explicou a advogada Marlene Domingues, da DRE-CS, às mães que foram à Diretoria em busca de soluções, o órgão tem procurado de todas as formas atenuar a situação destas crianças, através de remanejamentos, de novos convênios e de reabertura dos prédios fechados.
Mas a diretoria esbarra em enormes obstáculos, como a falta de escolas próximas às residências dos alunos, tornando inviável para os pais levá-los aos locais indicados pela DRE; em ações judiciais que impedem a Prefeitura de reaver seus próprios imóveis, onde funcionavam as unidades administradas pelo São Thiene; na lei de mananciais que restringe a construção de novos prédios na região; e na falta de documentação dos proprietários para a locação de imóveis pela Prefeitura para o uso escolar.
Diante deste quadro, cabe aos pais e responsáveis aguardarem por uma definição. A matrícula dos alunos, porém, estará assegurada, garante a DRE.
Louve-se o esforço destes simples funcionários públicos que, como disse a dra. Marlene, “também somos pais e sabemos o que vocês estão passando”.
Mas é difícil aceitar que tal situação que já vinha tomando sérias proporções e que caminhava rapidamente para este final, não tenha sido logo tratada abertamente e de maneira mais clara com os pais, e medidas emergenciais não tenham sido adotadas para evitar que os menos culpados por toda essa situação não fossem agora os mais castigados e prejudicados.














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